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Notícias/Destaque
Eduardo Graboski
As prefeituras de todo o Brasil tiveram 30 dias para apresentar proposta de construção de conjuntos habitacionais ao Governo Federal. De acordo com o Ministério das Cidades, a Prefeitura de Adamantina descumpriu o prazo e não enviou o projeto em tempo hábil. Por esse motivo, perdeu a chance de ganhar 60 casas populares, um investimento de aproximadamente R$ 900 mil.
O sonho da casa própria para centenas de adamantinenses, que poderia se tornar realidade com o Programa Minha Casa, Minha Vida, agora não se concretizará. A iniciativa do Governo Federal viabiliza a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos em todo o país. O investimento soma R$ 34 bilhões. Uma ação que conta com a parceria de estados, municípios, iniciativa privada e sociedade.
No Estado de São Paulo, 145 municípios foram selecionados para receber os recursos federais a fim de construir as moradias populares. Na 10ª Região Administração, cuja referência é Presidente Prudente, 12 cidades estão classificadas e receberão verbas para custeio dos imóveis, são elas: Álvares Machado, Iepê, Irapuru, Martinópolis, Panorama, Pirapozinho, Presidente Epitácio, Rinópolis, Salmourão, Taciba, Tarabai e Bastos.
Esclarecimento
De acordo com o secretário municipal de planejamento, Reinaldo Turra Júnior, Adamantina foi pré-cadastrada no início de dezembro. No entanto, ele destaca que não houve tempo suficiente para finalizar o projeto. “A proposta não foi entregue dentro do prazo e por isso não foi aprovada pelo Governo Federal”.
Turra explica que inicialmente foram apresentadas três propostas, entre elas uma que propõe a construção de 60 casas populares em terreno particular no Jardim Brasil, região onde concentram as famílias mais carentes de Adamantina. “Um dos requisitos para ser contemplado pelo programa era ter um Plano de Habitação. No entanto, o município não tinha. Finalizamos esse projeto depois do prazo”, lamentou o secretário.