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Notícias/Região
Agência Brasil
Um grupo de cerca de 5 mil pessoas está acampado próximo a 70 fazendas no oeste do Estado de São Paulo para reivindicar a aceleração do processo de assentamentos na região.
Os sem-terra estão acampados desde o início do carnaval e dizem que só sairão da região depois de serem recebidos pela direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A Secretaria de Segurança Pública do Estado não confirmou o número de pessoas envolvidas na manifestação.
Segundo o líder do grupo, José Rainha Junior, os manifestantes continuarão com o protesto até serem recebidos por representantes do governo federal. “Nós pretendemos nesse momento buscar o canal de negociação para que o Incra de Brasília agilize o processo para vistoria nas áreas e avance no processo de desapropriação”.
De acordo com Rainha, as propriedades visadas pelo movimento são improdutivas ou estão em terras públicas. No entanto, ele descartou a invasão das fazendas, caso o grupo não seja recebido pelo governo. “Não é o único instrumento para pressionar o governo. A ocupação é um deles e nós optamos por essa outra metodologia. Chamar a atenção da opinião pública e denunciar a realidade que nós estamos vivendo com pressão em frente às fazendas”.
Rainha diz que seu grupo integra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), apesar de a coordenação nacional do movimento negar que o líder faça parte de seus quadros. “O MST não é um movimento que tem carteirinha para pertencer, é um movimento social, movimento de massa. Não tem filiação. Eu fundei o MST, sou fundador, nunca sai”.
Os sem-terra do grupo de Rainha são em sua maioria ex-cortadores de cana que perderam o emprego com a mecanização da atividade. “Eu diria que 80% do pessoal são os assalariados rurais, desempregados”.