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Notícias/Saúde

Leishmaniose: moradores solicitam ação preventiva, mas Prefeitura nega

Nenhum caso de leishmaniose foi confirmado em Adamantina

Eduardo Graboski

Prefeitura responde reclamação de moradores

Prefeitura responde reclamação de moradores

Neste ano, nenhum caso de leishmaniose foi confirmado em Adamantina. No entanto, cães têm sido sacrificados com suspeita da doença. Dois moradores do centro de Adamantina contam que seus animais foram sacrificados porque estavam doentes. Os cidadãos solicitaram uma ação preventiva na região onde moram, mas a Prefeitura informou que não há recursos disponíveis para a realização de tais trabalhos.

O Adamantina em Pauta enviou uma série de perguntas sobre o assunto para o coordenador do Departamento de Controle de Vetores, Luiz Carlos Puttinati. O técnico não comentou o ocorrido, mas explicou que os métodos adotados em Adamantina seguem um protocolo de atuação padrão, seguido por todos os municípios brasileiros.

“Após confirmar que o animal está doente, por meio de exame laboratorial, o mesmo é sacrificado. E pelo que entendemos não há questionamento nesse sentido”, disse Putinatti. Segundo os moradores, desta maneira não se evita doenças, pois os terrenos são limpos depois que há um caso confirmado.

Sobre as ações preventivas, a Secretaria Municipal de Saúde informou que realiza campanhas na mídia impressa, panfletos e emissoras de rádio, pedindo a colaboração das pessoas, para que cada um faça sua parte, preventivamente, e evite a permanência ou expansão da doença, informando sobre sintomas em animais e em humanos, recomendando medidas no sentido de promover a limpeza dos quintais.

“O risco é de todos e muitas pessoas ainda resistem e se eximem da responsabilidade individual, de zelar na observância dos cuidados mínimos com limpeza dos quintais e evitar acúmulo de matéria orgânica. Esse é o trabalho preventivo mais importante e fundamental, para o controle da doença. Assim, temos feito nossa parte”, destaca Putinatti.

Além disso, o Departamento promove o sacrifício de animais doentes, recolhimento de entulhos a partir de um calendário anual, em todas as ruas e bairros da cidade. “Mas o cuidado central, que é zelar pelo espaço de cada um, em suas casas, compete ao morador e ele precisa ter essa consciência, que envolve a cidadania e saúde pública”, finaliza o coordenador.

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