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Notícias/Saúde

Revoltados, pacientes reclamam do atendimento no Pronto Socorro local

Idoso aguardava por atendimento do lado de fora da unidade

Eduardo Graboski

Familiares de paciente se revoltam no Pronto Socorro

Familiares de paciente se revoltam no Pronto Socorro

Irritados com o atendimento no Pronto Socorro de Adamantina, um grupo de pacientes se revoltou contra a equipe médica. A Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos. Na recepção da unidade, várias pessoas aguardavam por atendimento. Muitos deles chegaram a tarde, mas só foram atendidos a noite.
Do lado de fora uma surpresa: um idoso aguardava atendimento numa maca. Logo que a reportagem chegou à unidade, teve início uma movimentação de enfermeiros. Em menos de cinco minutos, o idoso foi colocado no corredor principal do Pronto Socorro.
Segundo a filha do paciente, Edileuza Almeida Porto, o médico só prestou o atendimento porque a imprensa estava presente. Ela conta que seu pai sofre com um problema grave no intestino e que no fim da tarde de sábado, ele começou a passar mal. O idoso foi levado de ambulância até o Pronto Socorro. “O intestino dele não funciona regularmente há dois meses. Quando cheguei e perguntei para a atendente se demoraria, o médico me respondeu de maneira muito grossa: ‘se seu pai esperou dois meses, pode esperar mais um pouco’. Em seguida, ele ironizou todos os pacientes dizendo: tchau, vou tomar banho agora”, relatou.
Irritada, Edileuza decidiu retirar seu pai do corredor do Pronto Socorro. O idoso ficou do lado de fora esperando por atendimento. Segundo a adamantinense, a situação é revoltante, pois o médico recusou tratar de seu pai. “Deixaram todo mundo esperando horas na fila. Meu pai teve que ficar do lado de fora porque o médico não queria atender”, destaca.
O pedreiro Paulo acompanhou todo o episódio. Segundo ele, o fato pode ser considerado como mau trato a um paciente. “O que eu vi na Santa Casa foi um mau trato a um senhor. Porque tiraram ele da Santa Casa (Pronto Socorro), colocaram ele aqui fora na maca com uma sonda. O médico saiu na portal e falou: Vocês me dão licença que agora eu vou tomar banho. Ele ironizou os pacientes. E quem está aí morrendo, vai deixar aqui fora? Coloca um senhor aqui fora para deixar morrer... vergonha!”, lamentou.

Opinião
O jornalista e publicitário Everton dos Santos, também acompanhou toda a movimentação no Pronto Socorro. Para ele, o problema está relacionado a administração da própria unidade que não humaniza o atendimento. “Falam tanto em humanizar, mas... A direção da Santa Casa deveria procurar a chave do cadeado da caixa de sugestões. O atendimento deixa a desejar”, desabafou.

Cansada de esperar
A dona de casa Maria Luiza Cosmo esperou mais de 4 horas na fila para ser atendida. Todo esse tempo para uma consulta de menos de 15 minutos. Ela deu entrada no Pronto Socorro com febre alta, dor de garganta e dores fortes por todo o corpo. “Acho que os vereadores e a administração do Pronto Socorro precisam tomar uma providência. A solução é colocar dois médicos no plantão aos finais de semana. No sábado e domingo aparece muita gente doente, acidentada... só um médico de plantão para atender tanta gente?”, questiona a cidadão.

Outro lado
Na segunda-feira (16), foram encaminhadas à assessoria de comunicação da Prefeitura de Adamantina algumas perguntas sobre o funcionamento do Pronto Socorro. Todavia, a Secretaria Municipal de Saúde e a administração do Pronto Socorro não se pronunciaram.

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